Na terra, as ondas de calor já bateram recorde neste mês e, até agora, mataram três pessoas na Europa. Ontem, um estudo francês alertou que os próximos quatro anos serão ainda mais quentes. Porém, enquanto o mundo se preocupa com as temperaturas extremas que têm atingido os continentes, poucos sabem que o fenômeno também afeta os oceanos. Essa tendência, inclusive, vai se intensificar com o agravo das mudanças climáticas, colocando em risco o ecossistema marinho e a pesca.

Em um artigo publicado na revista Nature, pesquisadores da Universidade de Bern, na Suíça, afirmam que, entre 1982 e 1996, o número de dias com ondas de calor nos mares duplicou e, caso os termômetros subam 3,5ºC até o fim do século, a probabilidade de esse problema ocorrer será 41 vezes superior, tendo como base a época pré-industrial. Os cientistas alertam que, em média, a extensão física do fenômeno aumentará 21 vezes, com 112 dos 365 dias do ano sob calor intenso e temperatura extrema máxima 2,5ºC a mais do que a registrada atualmente.

Menos alardeadas do que as ondas de calor que afetam as porções continentais do planeta, aquelas que atingem os oceanos têm efeitos devastadores para a vida marinha, sustenta Thomas Frölicher, professor de modelos oceânicos da Universidade de Bern e autor correspondente do estudo. “Um aumento nas ondas de calor marinhas vai elevar provavelmente o risco de impactos severos e de longa duração nos organismos marinhos, especialmente naqueles que vivem em baixas latitudes, onde muitas espécies já estão perto de seus limites termais máximos”, observa.

Frölicher destaca que, devido às especificidades das diferentes populações e dos sistemas marinhos, as respostas aos eventos extremos são variáveis. Ele afirma que o conhecimento que se tem até agora sobre os impactos das ondas de calor nos ecossistemas oceânicos vem de casos recentes, três dos quais foram mais bem estudados pela ciência: o fenômeno que atingiu a Austrália em 2011, o ocorrido no noroeste do Atlântico em 2012 e os observados entre 2013 e 2015 no nordeste do Pacífico. Em todas essas ocasiões, as implicações foram desastrosas.

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Este projeto teve como meta realizar o levantamento das subestações até os primeiros quadros elétricos a jusante delas. O mesmo foi finalizado no ano de 2018, e os resultados obtidos ao final foram: a identificação e atualização de 90% dos circuitos elétrico de baixa tensão do CT; atualização das plantas elétricas e diagramas unifilares de distribuição; e entrega dos projetos básicos de 26 subestações de distribuição em média tensão, 13,2 kV. Esses materiais facilitam as manutenções dos circuitos elétricos e reformas de salas de aula, laboratórios e gabinetes; permitem realizar trabalhos de levantamento de carga instalada e eficiência energética no prédio do CT; e possibilitam a substituição e modernização futuras dos circuitos elétricos mais precários; bem como a contratação futura dos projetos executivos para a modernização das subestações, painéis e quadros elétricos.

 

Página do Projeto


A falência do sistema de transporte público por ônibus no Brasil está prestes a se tornar realidade. Indicadores de perda de passageiros, de endividamento e de fechamento de empresas, além da visível deterioração da qualidade dos serviços prestados, são sinais evidentes desse lamentável processo que avançou sobre o setor.

A tragédia anunciada não poupou as empresas, muito menos os passageiros. Ao contrário, o cidadão que depende do transporte coletivo para os deslocamentos diários passou a ser duplamente penalizado pela política equivocada do governo federal, que incentiva a propriedade e o uso de automóveis, provocando o crescimento vertiginoso dos congestionamentos urbanos. O resultado dessa perda de produtividade dos ônibus representa acréscimo de até 25% no preço das passagens.

Este é o pior dos mundos para o sistema de transporte público do Brasil. É o passageiro tendo de arcar com custos altos e ainda conviver com deslocamentos precários, sem conforto e sem garantias de chegar aos compromissos em tempo hábil, em função de regras definidas pelo poder público e da falta de priorização para os ônibus.

O atual retrato do transporte coletivo forjou-se nas últimas décadas. Desde meados dos anos 1990 o setor vem perdendo qualidade e desempenho, resultado do incentivo ao transporte individual. Nos últimos anos a situação se agravou, com sucessivas quedas no número de passageiros – da ordem de 25,9% no período de 2014 a 2017 – e o severo endividamento de mais de 30% das empresas, e 10% delas fecharam as portas entre 2014 e 2016.

Fatores como o acirramento da crise econômica, o represamento de tarifas e o consequente descumprimento dos contratos de concessão impulsionaram a degradação dessa atividade. No entanto, é preciso que se diga que muitas propostas de melhorias feitas pelas empresas operadoras foram ignoradas pelo poder público. Quando muito, foram apropriadas em discursos que não surtiram o efeito devido.

Assim, vieram as promessas do governo federal de um Pacto Nacional pela Mobilidade Urbana. A ideia não foi adiante, mesmo com o anúncio da implementação de projetos de melhoria na infraestrutura urbana – que hoje, de tão precária, é incompatível com o mínimo de qualidade exigida para esse transporte.

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