Chamada Boas práticas A3PO Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (ONU Meio Ambiente) convidam órgãos públicos do Executivo, Legislativo e Judiciário, instituições de ensino e pesquisa, empresas públicas e privadas, cooperativas e organizações não governamentais a participarem desta chamada pública.

 Objetivo                                                                 
Identificar e divulgar iniciativas (práticas, projetos, programas e políticas) que apresentam resultados positivos concretos e que possam auxiliar prefeitos, secretários e outros gestores públicos dos 5.570 municípios brasileiros a implementarem programas de sustentabilidade nos seguintes temas:1. Uso racional da água 2. Uso racional da energia e eficiência energética 3. Tecnologia da informação aplicada à sustentabilidade 4. Tecnologia de equipamentos 5. Uso racional da madeira 6. Gestão de resíduos sólidos 7. Uso do papel 8. Qualidade de vida dos servidores 9. Mobilidade/transporte 10. Compras/licitações sustentáveis 11. Construções sustentáveis

Serão divulgadas 20 boas práticas por tema, que estarão disponíveis no site do programa Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P) do MMA: http://www.mma.gov.br/responsabilidade-socioambiental/a3p/boas-praticas

 Inscrição                                                                
Qualquer organização pública ou privada poderá inscrever, de forma gratuita e voluntária, até 2 (duas) boas práticas já implementadas em cada um dos 11 temas citados, por meio do formulário disponível emhttp://www.mma.gov.br/responsabilidade-socioambiental/a3p/boas-praticas. Para cada iniciativa deverá ser preenchido um novo formulário.

 Prazo de inscrição                                                 
A partir desta data até o dia 23 de novembro de 2018 às 23:59

 Critérios de seleção                                              
Para seleção das boas práticas será utilizado um sistema de avaliação embasado nos 3 pilares temáticos de sustentabilidade (ambiental, social e econômico) que contém 15 indicadores. Estes critérios estão disponíveis para download na introdução do formulário de inscrição.

 Dúvidas                                                
Envie e-mail para O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. (Rafael Jó Girão - consultor MMA/ONU Meio Ambiente)


Parceria entre o Ministério do Meio Ambiente, através do programa Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P), e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (ONU Meio Ambiente) busca identificar e divulgar boas práticas para a administração pública brasileira. O objetivo é auxiliar prefeitos, secretários e outros gestores públicos a implementarem programas de sustentabilidade nos seus órgãos.

O processo de seleção ocorrerá através da chamada pública “Boas práticas A3P”, que receberá a inscrição de iniciativas (práticas, projetos, programas e políticas) em execução ou finalizadas e já apresentem resultados positivos concretos.
Podem se inscrever - gratuitamente - órgãos públicos do Executivo, Legislativo e Judiciário, instituições de ensino e pesquisa, empresas públicas e privadas, cooperativas e organizações não governamentais. No caso das empresas privadas, serão aceitas iniciativas implementadas. No geral, as iniciativas precisam, necessariamente, ser relacionadas aos seguintes temas: 1. Uso racional da água; 2. Uso racional da energia e eficiência energética; 3. Tecnologia da informação aplicada à sustentabilidade; 4. Tecnologia de equipamentos; 5. Uso racional da madeira; 6. Gestão de resíduos sólidos; 7. Uso do papel; 8. Qualidade de vida dos servidores; 9. Mobilidade/transporte; 10. Compras/licitações sustentáveis; 11. Construções sustentáveis.

Ao final do estudo, as 20 melhores práticas de cada tema serão disponibilizadas no site do Ministério do Meio Ambiente. Também será possível acessar listas de instituições, ONGs, universidades e departamentos que atuam com os temas apontados, além de bibliografia com livros, filmes, revistas, jogos digitais, sites e perfis de redes sociais de referência.

As inscrições gratuitas estão abertas até o dia 23 de novembro de 2018 e podem ser realizadas no site http://www.mma.gov.br/responsabilidade-socioambiental/a3p/boas-praticas.

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Parabéns às vencedoras do concurso "Sustentabilidade no Campus", Mariana Padilha e Tainan Nogueira.

Hoje foi dia de, junto ao Fundo Verde da UFRJ, concedermos às vencedoras do concurso "Sustentabilidade no Campus", Mariana Padilha e Tainan Nogueira, o certificado de premiação pelo #PrimeiroLugar. Parabéns!!!
A implementação do projeto será divulgada nas nossas redes sociais! Fique ligadx!!

 

Nesta segunda-feira, 08 de outubro, foi divulgado o novo relatório especial do Painel Intergovernamental de Mudança Climática (IPCC) – “Aquecimento Global a 1,5°C” –, cujos cenários antecipam as consequências que o mundo enfrentará caso não consigamos limitar o aumento da temperatura média global a 1,50C. 

Considerando o que nos informa a ciência climática e usando o princípio da precaução estabelecido na Convenção do Clima das Nações Unidas (COP), teremos que reduzir significativamente nossas emissões de gases de efeito estufa (GEE) até meados do século. Já estamos em limites perigosos do aumento de temperatura observado desde a época da Revolução Industrial.  O relatório recentemente lançado fornece números que justificam o aumento da ambição dos compromissos assumidos pelos países signatários do Acordo de Paris. 

Previsto se tornar operacional em 2020 – com a primeira revisão dos compromissos nacionais cinco anos depois – o Acordo de Paris foi aprovado na COP21 em 2015. O documento contempla o esforço para não ultrapassarmos o limite de 1,50C de aumento de temperatura em 2100. Este é um limite seguro – mas a probabilidade de o atingirmos é baixíssima.  

Já atingimos o aumento de 10C de temperatura em relação ao período pré-industrial, e nada indica que vamos conseguir desacelerar o nível de emissões de gases de efeito estufa na velocidade necessária para atingirmos a meta de 1,50C até o final do século. 

É fato que houve aumento da geração de energia renovável. Desde 2008, o aumento foi de 18% no âmbito dos países do G20, que representam 75% das emissões em termos mundiais.  Porém, esses mesmos países continuam mantendo os subsídios a combustíveis fósseis, dificultando a maior penetração das fontes de energia renovável. Todos esses elementos indicam que vamos ultrapassar o limite seguro de aumento de temperatura. Então, qual a razão para avaliarmos os cenários de 1,50C? 

Uma das razões é de que um maior entendimento do que poderá acontecer, caso a temperatura do planeta supere os 1,50C, ajudará a guiar políticas e inciativas para minimizar os danos inevitáveis. Também será útil no estabelecimento do melhor equilíbrio entre as opções de mitigação e adaptação. Outro aspecto relevante será o de direcionar pesquisas sobre os impactos que ocorrerão acima desse aumento de temperatura, seja na biodiversidade ou nas populações ou ainda na economia mundial. 

Há também a hipótese – otimista – de ainda ser possível se atingir esta ambiciosa meta. A modelagem climática se sofistica continuamente, oferecendo níveis cada vez maiores de segurança nas projeções. Apesar disso, é importante lembrar que, por vezes, se negligencia um maior entendimento dos caminhos que nos levam a um determinado padrão de emissão de gases de efeito estufa, comprometendo os resultados que os modelos entregam. 

Os cenários futuros de emissões de carbono – usados para os cálculos tanto das concentrações de gases ao longo do século como para avaliar o potencial de redução de emissões nacionais no médio e longo prazo – tendem a projetar um futuro similar ao que se tem no presente. Considera-se alguns ajustes de melhorias de eficiência, assim como introdução e/ou aumento de participação de algumas tecnologias já conhecidas no mercado. Não se leva em conta as rupturas tecnológicas e diferentes padrões de consumo, que poderão alterar profundamente a projeção das emissões de carbono. A avaliação de tecnologias e práticas de baixo carbono que possam promover esta ruptura e suas consequências é uma lacuna no nosso conhecimento do tema. 

Esta lacuna evidencia a importância de se mapear as possíveis áreas onde rupturas tecnológicas ou de comportamento poderão ocorrer alterando os cenários de gases estufa. Setores como a indústria, transporte e geração, transmissão, armazenagem e uso de energia elétrica renovável têm condições de apresentar mudanças radicais. A sociedade também pode alterar seu padrão de consumo, sobretudo no que se refere a dieta alimentar. Assim, somamos às incertezas climáticas as incertezas de nossas emissões. Quem sabe se a resultante dessas incertezas será o aumento de apenas 1,50C?  
Seja com um olhar otimista ou realista, o recente relatório especial do IPCC reforça a importância da ciência, tecnologia e inovação como ferramenta essencial na construção de um caminho de baixo carbono. 

Artigo Originalmente postado em Museum do Amanha