De acordo com o maior inventário da biodiversidade já feito, um milhão de espécies animais e vegetais estão agora ameaçadas de extinção por causa dos seres humanos.
Ecossistemas e populações selvagens estão diminuindo a uma velocidade nunca antes vista no mundo todo, e a ganância humana é o principal impulsionador dessa destruição.

Obviamente, é um tiro no próprio pé que pode levar à destruição da própria civilização.

E, de acordo com a compreensiva avaliação global feita pela Plataforma Intergovernamental de Políticas Científicas sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES), um painel de especialistas da ONU, essas tendências extremamente prejudiciais só podem ser interrompidas com uma “mudança transformadora” em TODOS os aspectos de como os seres humanos interagem com a natureza.

O relatório
O estudo levou três anos e foi compilado por quase 500 cientistas. Suas 1.800 páginas analisam cerca de 15.000 estudos acadêmicos que se debruçaram sobre tudo, de plâncton e peixes a abelhas, corais, florestas, sapos e insetos, além de aproveitar o conhecimento indígena.

O relatório será publicado na íntegra até o final deste ano. Por enquanto, apenas um breve resumo de 40 páginas sobre suas conclusões foi divulgado (você pode conferir algumas delas logo abaixo).

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A startup brasileira Sunew é líder mundial em filme fotovoltaico orgânico (OPV), uma membrana leve e flexível capaz de gerar energia solar. A tecnologia é mais eficiente e sustentável do que as placas de energia solar tradicionais.


Entretanto, o maior diferencial da empresa está em pensar em soluções integradas aos espaços urbanos. A ideia é esquecer o modelo em que a usina está distante da sociedade e a energia vem através da tomada. Tiago Alves, engenheiro eletrônico, empreendedor e CEO da startup, diz que “imagina um futuro onde você se liberta do buraco da parede”. Nesse sentido, as instalações da Sunew fazem parte do cotidiano das pessoas de forma ativa.

Para tornar o conceito mais claro, um exemplo é o “totem” fotovoltaico que a startup desenvolveu, e pode ser instalado em locais públicos como o jardim de um hotel. “O ‘totem’ tem formato de flor, em que as pétalas são membranas energéticas e que fazem sombra, onde se pode recarregar celular, toca música direcional (você só ouve se estiver embaixo das pétalas), tem iluminação noturna e até um sistema ‘cooler’, que gela bebida. Tudo num mesmo produto”, explica o empreendedor pernambucano à StartSe.

 

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Matérias-primas de origem vegetal e resíduos agroindustriais geram alternativas ao plástico e incluem outras utilidades para as embalagens, como conservar os alimentos

Pesquisadoras do Laboratório de Engenharia de Alimentos (LEA) da Escola Politécnica (Poli) da USP estão desenvolvendo embalagens biodegradáveis para alimentos feitas com matérias-primas de origem vegetal e resíduos agroindustriais, que servem de alternativa para o uso de plástico convencional. Trabalhos no mesmo laboratório vão além, e criam embalagens ativas e inteligentes, com substâncias como antioxidantes e antimicrobianos que dão a elas novas utilidades. Numa das pesquisas, por exemplo, a adição de uma substância da casca da uva a uma embalagem feita com amido de mandioca pode indicar se a carne vermelha ou o peixe já estão em deterioração e não podem mais ser consumidos.

As chamadas embalagens ativas possuem substâncias capazes de interagir com o alimento para prolongar sua vida de prateleira. Já as embalagens inteligentes têm mecanismos que possibilitam detectar processos de deterioração, oscilações de temperatura sofridas no armazenamento ou até indicar, pela mudança da cor, se uma fruta está madura para o consumo.

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