bannerfundoverdenoticiaNo dia 31 de agosto de 2015 a COPPE e o Fundo Verde/UFRJ, em parceria com a Shell Brasil Petróleo Ltda. realizarão o Seminário “Laboratório Vivo de Mobilidade da Cidade Universitária: Alternativas de baixo carbono”.

O evento ocorrerá das 9:00 às 12:30 no auditório do Parque Tecnológico localizado na Rua Paulo Emídio Barbosa, 485, Cidade Universitária.

Para tratar do desafio de reduzir as emissões de dióxido de carbono e promover a mobilidade no Campus da UFRJ, o Programa de Engenharia de Transportes (PET) da COPPE/UFRJ com o apoio do Fundo Verde desenvolveu uma pesquisa inédita sobre o transporte e as emissões de dióxido de carbono da Cidade Universitária da UFRJ e as alternativas para redução de emissões, que será apresentado pelo Prof. Márcio D´Agosto.

Soluções voltadas para sistemas de compartilhamento de carros e o uso de tecnologia de informação com o intuito de reduzir emissões serão apresentadas, respectivamente, pela pesquisadora de pós-doutorado Elizabeth Lima do PET/COPPE/UFRJ e pelo Prof. Alexandre Evsukoff, do Programa de Engenharia Civil da COPPE/UFRJ.

Ainda, palestras sobre transporte de baixo carbono serão apresentadas pelo Prof. Paulo Emílio, coordenador do Laboratório de Hidrogênio da COPPE/UFRJ e pelo Prof. Richard Stefan, Coordenador do Laboratório de Aplicações de Supercondutores da COPPE/UFRJ. O primeiro irá falar sobre tecnologias relacionadas ao desenvolvimento do ônibus híbrido elétrico-hidrogênio que possuem conexão à rede elétrica para recarga de baterias e o segundo sobre Trem de Levitação Magnética – MagLev.

O evento deverá contar com a participação de representantes da academia, poder público federal, municipal e estadual e da iniciativa privada, incluindo fornecedores de tecnologia, serviços de tecnologia de informação e de operação de transportes.

Para mais informações:

Escritório de Projetos do Fundo Verde

Telefone: 3733-4121

pdf icon Confira a agenda do Seminário: Laboratório Vivo de Mobilidade da Cidade Universitária: Alternativas de baixo carbono

estacionamento fotovoltaicoA Universidade Federal do Rio de Janeiro lançou uma ideia para aproveitar melhor esse Sol generoso que o Brasil tem praticamente o ano todo.

Em um país onde até o inverno é quente e ensolarado, o aproveitamento da energia solar permanece no escuro: o Sol responde hoje por apenas 0,01% de toda a energia do Brasil. Uma realidade que incomodou a Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Nesta terça-feira (18) foi inaugurado no campus da Ilha do Fundão o estacionamento solar fotovoltaico.

 Do lado de cima do estacionamento, a imagem mais parece a de uma usina solar capaz de gerar energia suficiente para 70 residências. Do lado de baixo, uma sombrinha, porque ninguém é de ferro. O estacionamento que pode proteger até 65 veículos ao mesmo tempo do calor do Sol é o mesmo que vai permitir uma economia de R$ 63 mil por ano na conta de luz da universidade. 

Todo o sol que bate no telhado vira energia que abastece imediatamente o campus da UFRJ. Quando isso acontece, a universidade não precisa comprar energia da distribuidora local. 

“A gente se sente embaixo de uma modernidade. De uma coisa que significa um avanço, uma melhoria”, disse o engenheiro civil Eduardo Paiva. 

As placas solares são japonesas. A estrutura onde elas ficam é alemã. E os carrinhos elétricos que começam a circular pelo campus são chineses. Brasileira, lá, só a ideia de financiar tudo isso com dinheiro de imposto.

A universidade recebeu sinal verde do governo do estado para usar todo o dinheiro do IMCS que pagaria na conta de luz em projetos sustentáveis no campus. São aproximadamente R$ 14 milhões por ano.

“Sendo aqui a cidade universitária, mas tem números equivalente a uma cidade média. É um exemplo do que pode ser feito se a gente usar adequadamente os nossos impostos”, afirmou Suzana Kahn, coordenadora executiva do Fundo Verde UFRJ

Até o início do ano que vem, outro telhado solar será instalado no hospital pediátrico da UFRJ com o dobro da capacidade de geração de energia do estacionamento. É mais sol brilhando no lugar certo.

“É saber que você está utilizando, está sendo beneficiado e ainda está gerando energia. Aí é tudo de bom. Aí é muito legal”, disse a estudante Josina do Nascimento.

 Fonte:  Portal G1

 

Confiram as fotos da Inauguração clicando aqui.

caronas fundaoO projeto Caronaê venceu o concurso Soluções Sustentáveis Fundo Verde, no ano passado, recebendo um investimento de R$ 200 mil

Aliada à tecnologia, uma nova geração de jovens vem mostrando que, com boas ideias, é possível encontrar soluções que contribuam para dar melhor qualidade de vida às pessoas que convivem em ruas, bairros ou, até mesmo, num campus universitário. Foi pensando nisso que os estudantes de engenharia Manuel Meyer e Cecília Galli, ambos com 24 anos, com outros três amigos, desenvolveram o aplicativo Caronaê, para integrar e organizar o sistema de caronas dentro da Cidade Universitária, na Ilha do Fundão, a partir do início do próximo ano letivo.

— Muitos estudantes oferecem ou pegam carona no Fundão. Porém, tudo acontece de maneira informal, apenas entre amigos ou alunos que estudam no mesmo prédio. Daí, pensei, junto com meus amigos: por que não criar um aplicativo que organize e integre as caronas em todo o campus? — conta Manuel, que sempre participou de grupos de caronas na universidade.

Hoje, existem cerca de 7 mil alunos que participam de algum tipo de sistema que auxilia o estudante a conseguir carona na Cidade Universitária, seja usando as redes sociais ou grupos no WhatsApp. O Fundo Verde de Desenvolvimento e Energia da UFRJ — iniciativa que pretende fomentar projetos sustentáveis na universidade — entrevistou 701 estudantes, identificando que 53% pegam ou oferecem carona e 81% confiariam em um aplicativo destinado a caronistas.

A ferramenta funcionará de maneira simples: o motorista cria um anúncio com informações de destino, datas e horário de saída. Quem buscar carona, poderá visualizar um cardápio de ofertas e escolher a que melhor lhe atende. Basta um clique e, se ainda houver vaga no carro, será aberto um chat entre os caronistas.

SISTEMA PREVÊ DEZ PONTOS DE EMBARQUE

O sistema prevê dez pontos de carona sinalizados com placas coloridas, instaladas nas áreas de convivência dos principais prédios do campus, indicando os destinos: Norte, Oeste, Sul, Baixada, Centro e Niterói. E, para garantir a segurança, apenas estudantes e professores poderão acessar o aplicativo, por meio do login e da senha utilizados na intranet.

— O objetivo é também aumentar a taxa média de ocupação dos veículos que circulam no Fundão. Quanto maior essa taxa, menos trânsito e menor emissão de gases poluentes — explica Cecília, ressaltando que a motivação de trabalhar no projeto é o benefício gerado para a coletividade. — Já estamos no fim do curso e, talvez, nem utilizaremos a ferramenta. Mas vamos deixar um benefício para quem está chegando.

O estudante de Comunicação Visual Rafael Braz, de 23 anos, pega carona há dois anos para o Fundão. Morador da Tijuca, ele faz parte de quatro grupos no WhatsApp — cada um com 50 pessoas — e de um outro no aplicativo Telegram — com 200 integrantes. Segundo Rafael, além de ser mais barato e rápido, utilizar a carona também é uma maneira de fazer amigos:

— O transporte público para o campus é deficiente. Dependemos da linha 485 (Penha-Praça General Osório), que é imprevisível, e os ônibus vivem lotados.

PROJETO GANHOU PRÊMIO

O projeto Caronaê venceu o concurso Soluções Sustentáveis Fundo Verde, no ano passado, recebendo um investimento de R$ 200 mil para custear a execução da plataforma. Depois de passar por licitação, a responsável por tirar a ideia do papel será a Fluxo Consultoria, empresa júnior da Coppe/UFRJ. Segundo Andrea Santos, gerente de projetos do fundo, a UFRJ tem como meta fomentar a participação da comunidade acadêmica no desenvolvimento de projetos sustentáveis:

— Pretendemos transformar o Fundão num laboratório de boas experiências na área de mobilidade urbana e ainda no uso eficiente de recursos, como energia e água. O aplicativo de carona pode ser replicado para outras regiões com grande concentração de empresas e pessoas.

Fonte: Orm News