Os aspectos positivos da modernidade estão ligados, de modo geral, à ruptura do pensamento medieval dominado pela religião e ao início de uma era em que o pensamento científico e a razão abriram novos horizontes para o desenvolvimento da sociedade. A Revolução Francesa de 1789 com o fim da monarquia absoluta e a Revolução Industrial do século 19 foram consequências dessa ruptura.

Desde então, modernidade passou a ser considerada símbolo do progresso, o que não só é incorreto, como perigoso. O culto da modernidade per se que está em voga hoje, principalmente na área de tecnologia, precisa ser analisado criticamente. Um exemplo é a área de comunicações, em que computadores pessoais, celulares e aplicativos de todo tipo, como Facebook, Twitter e WhatsApp, revolucionaram a própria natureza do que se entende por privacidade, comunicação e até democracia. Outro é o da energia, em que a substituição de combustíveis fósseis parece inevitável nas próximas décadas.

Em cada uma dessas áreas existem diferentes novos caminhos que podem ser seguidos. O que a experiência mostra é que alguns deles levam a fracassos e outros, a sucessos. Essa é a razão por que as opções que se apresentam como modernizantes devem ser submetidas a uma análise crítica para evitar equívocos, na medida do possível. Os custos de decisões inadequadas podem ser imensos.

Um exemplo claro desse problema é o que estamos enfrentando no que diz respeito ao futuro do sistema de transporte urbano e do automóvel.

Até o fim do século 19, transporte individual ou coletivo era feito exclusivamente por cavalos ou por veículos puxados por esses animais. Só para dar um exemplo, havia em Nova York no início do século 20 cerca de 150 mil cavalos, que poluíam a cidade com mais de mil toneladas de estrume por dia, tornando-a intransitável.

Em contraste, locomotivas movidas pela força expansiva do vapor da água fervente – como nas “marias-fumaça” do passado – começaram a circular na Inglaterra em 1804 e seu uso logo se espalhou pelo mundo todo, com estradas de ferro cobrindo a Europa e abrindo o oeste dos Estados Unidos à colonização. O uso de máquinas a vapor para substituir cavalos nas carruagens foi tentado, mas não se mostrou prático. Tentou-se também usar baterias elétricas – como as que usamos hoje nos nossos carros para dar a partida –, mas a autonomia dos automóveis era muito limitada.

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O mundo enfrentará uma lacuna de 40% no abastecimento de água até 2030. O acesso inadequado a água e saneamento custa US$ 323 bilhões anuais à economia global.
Quase dois terços dos maiores aquíferos do mundo estão sendo exauridos. A demanda mundial para a produção agrícola e energética deverá crescer 60% e 80%, respectivamente, até 2025. O acesso universal à água potável e ao saneamento custaria US$ 115 bilhões ao ano.
A agricultura usa 70% da água disponível globalmente. Mais de dois bilhões de pessoas não têm acesso a água potável. O dramático desafio global da questão da água, que vem sendo mapeado em inúmeras frentes, tem, contudo, uma boa notícia: a "infraestrutura verde".
O conceito ainda pouco conhecido será abordado na 8ª edição do Fórum Mundial da Água, que reúne esta semana em Brasília 10 mil representantes de empresas, instituições, universidades e governos.

É a ideia-chave do relatório "Soluções baseadas na Natureza para a Gestão da Água", o principal estudo da ONU a ser lançado durante o evento. Elaborado por especialistas de 31 agências das Nações Unidas e 39 parceiros internacionais, o estudo relata como elementos naturais podem ajudar no abastecimento, saneamento, redução de riscos e desastres ou na drenagem urbana, por exemplo. "É uma estratégia subestimada. Só 5% das soluções globais para problemas de água são baseadas na natureza. Os outros 95% são estruturas tradicionais de gerenciamento de água", disse ao Valor o hidrólogo Stefan Uhlenbrook, diretor do Programa Mundial de Avaliação dos Recursos Hídricos liderado pela Unesco e coordenador do estudo. "Essas soluções podem ser muito mais baratas", continua. A cidade de Nova York é um exemplo famoso de iniciativas do gênero. No fim dos anos 1990, o governo nova-iorquino desistiu de investir quase US$ 10 bilhões em uma estação de tratamento de água e preferiu concentrar esforços em proteger as três bacias hidrográficas com reflorestamento e agricultura sustentável. Hoje a cidade economiza mais de US$ 300 milhões em tratamento de água. A China, por sua vez, planeja investir no projeto das "cidades-esponja". A ideia é reciclar 70% da água da chuva em 16 cidades-piloto, além de permitir maior infiltração e recarga do lençol freático utilizando asfaltos mais permeáveis.

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 The Benban Solar Park, which targets to reach between 1.6 - 2.0 GW of solar power by the middle of 2019, will provide fast-developing Egypt with the clean energy it requires for sustainable economic growth.

The project will not get any incentives. However, it will be granted a 25-year contract to sell its electricity at 7.8¢/kWh to the state-owned Egyptian Electricity Transmission Company (EETC). The price will be pegged to the value of the US dollar.

At the moment 29 power plants in the park have received public financing at an amount of almost $1.8 billion. They account for nearly 1.5 GW of solar power.

The solar park is designed to house 32 power plants. All the plants are designed to be powered up by mid-2019 and they will be capable of churning out a combined 1,650 megawatts of electricity.

This is forecast to provide Egypt, with a population of more than 90 million, with the clean energy it needs to drive growth and fight poverty.

Generate from renewable sources
Egyptian officials think the nation can generate 20 percent of its power from renewable sources by 2022.

“The potential is endless,” says Lamya Youssef, the head of private sector power at the state-run Egyptian Electricity Transmission Company. “Because of the enormous increase in (Egypt’s) population, we need large investments in infrastructure, which the government cannot afford on its own. That’s why we need private sector investments.”

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