contraodesperdicio veja 2Em tempos de crise hídrica, a Universidade Federal do Rio de Janeiro(UFRJ) participa de uma iniciativa inédita para reduzir o consumo de água no Centro de Ciências da Saúde (CCS) da instituição. Trata-se de um projeto piloto que capta a água desperdiçada pelos destiladores (aparelhos que fazem a destilação de líquidos para experimentos) dos laboratórios do centro. Toda vez que eles são usados, cada unidade perde cerca de 30 litros de água, mas, por meio de uma medida simples, esse quadro está mudando. Uma bomba, colocada dentro do aparelho, transfere o líquido para um recipiente, que o devolve limpo. Por enquanto, apenas dois destiladores estão sendo utilizados na experiência, mas o objetivo é estender o projeto para todos os 86 laboratórios do CCS. Com isso, estima-se que 35.000 litros de água que iriam pelo ralo por dia possam ser reutilizados. O número representa 18% do consumo diário do núcleo.

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imgNoticiaPresidente do Comitê Científico do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas, Profª Suzana Kahn, discute o tema COP 21 e suas perspectivas.

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relatórioascidadesNoticiaPor Suzana Kahn, professora da COPPE / UFRJ, DSc em Engenharia Industrial pela Universidade Federal do Rio de Janeiro

O aquecimento global é uma realidade que apresenta inúmeros riscos à sociedade mundial e tem uma relação direta com o aumento da emissão de gases estufa principalmente, dos que são derivados da queima dos combustíveis fósseis. Diante desse cenário, o setor de transporte tem um destaque especial, pois em 2012, foi responsável pela emissão de 7 GtCO2 (cerca de 22% do total) e mesmo com o avanço da eficiência energética dos veículos, este número tende a aumentar. Além disso, considerando os países em desenvolvimento, a demanda por transporte tende a crescer, devido ao aumento populacional aliado a uma melhor distribuição de renda e melhorias na infraestrutura (IPCC, 2013).

A taxa de urbanização tende a ser cada vez mais elevada, colocando as cidades com papel relevante, já que dispõem da característica de atrair pessoas em busca de bens, serviços, oportunidades de emprego e qualificação profissional. Com isso, têm-se a intensificação da demanda por transportes urbanos, bem como a intensificação de seus impactos ambientais e sociais. De forma a se construir uma cidade resiliente, opções de transporte tanto em termos de veículos, como combustíveis, infraestrutura e gestão são essenciais. Também é importante a promoção de novas práticas e mudança de comportamento. Sendo assim, a mobilidade urbana, representa um desafio para a sociedade, não apenas em termos de deslocamento, principalmente de pessoas, mas também sob a ótica dos impactos ambientais e sociais.
Considerando que as cidades universitárias representam, muitas vezes, uma amostra fidedigna de uma cidade real e a fim de descobrir e testar possíveis formas de minimizar os impactos causados pelo transporte, a Shell Brasil colabora com a Cidade Universitária da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) como um laboratório vivo para realização do desempenho de alternativas de mobilidade que reduzam a emissão de poluentes e promovam a melhoria do serviço de transporte.

A cidade universitária da UFRJ possui uma área de 5,2 km2 onde circulam cerca de 100 mil pessoas e trafegam 25 mil carros diariamente, o que a equipara, em números, a uma cidade de médio porte. Portanto, está perfeitamente credenciada a atuar como um laboratório vivo para análise de novas tecnologias e práticas.

As opções vão desde tecnologias avançadas, como levitação magnética e hidrogênio, veículos elétricos com bateria, opções de mudança de comportamento, como uso de bicicleta e compartilhamento de veículos, passando pelo uso de tecnologia da informação com emprego de aplicativos, até um melhor sistema de gestão da frota da universidade. O primeiro passo foi a determinação da situação atual de forma a se estabelecer uma linha de base em relação à qual serão avaliadas as alternativas e o estabelecimento de indicadores de desempenho.
Adicionalmente será construída uma plataforma contendo os indicadores de sustentabilidade e desempenho, incluindo aspectos econômicos como custos de investimento e operacionais, de cada uma das opções. A plataforma, sendo adotada por outras cidades, permite que se faça uma comparação do desempenho das tecnologias e práticas e também possibilita a evolução dos indicadores.
Vale lembrar que o ambiente universitário é ideal para iniciativas deste tipo uma vez que a comunidade que frequenta o local tende a estar mais apta a adotar novas tecnologias e práticas e replicá-las em outros locais, funcionando assim como um excelente balão
de ensaio.

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