O diretor regional das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Leo Heileman, observa que a poluição atmosférica é muito alta nas cidades da América Latina e do Caribe e que este problema "vai se intensificar de forma drástica". Diz que a frota de carros que queima combustíveis fósseis cresce mais na América Latina e no Caribe do que em qualquer outro lugar do mundo, potencializando sua ineficiência na ocupação do espaço e do tempo dos habitantes das grandes cidades, além de aumentar a poluição e a emissão de gases de efeito estufa. Heilmann defende que a melhor solução é eletrificar o transporte coletivo e o particular o mais rápido possível.

A propósito da situação do transporte coletivo no Brasil, Otávio Vieira da Cunha Filho, presidente da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), descreveu no Estadão a situação de pré-colapso do setor: “Indicadores de perda de passageiros, de endividamento e de fechamento de empresas, além da visível deterioração da qualidade dos serviços prestados, são sinais evidentes desse lamentável processo que avançou sobre o setor”. Cunha responsabiliza as políticas de contenção das tarifas, mas, principalmente, as de incentivo ao carro por meio dos incentivos e subsídios que, no seu entender, seriam melhor aproveitados para o país se aplicados no transporte coletivo. Difícil discordar.


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Só os alinhados à quarta revolução passarão para a “próxima fase”, o que pode ser entendido como ‘darwinismo’ tecnológico.

“Atualmente, presenciamos a Quarta Revolução Industrial, com uma convergência de tecnologias digitais, físicas e biológicas. Esta mudança provocará profundas alterações nos sistemas econômicos, que passarão a ter como objetivo a melhoria das condições globais de vida e bem-estar da sociedade, em vez do mero crescimento na produção de bens e serviços demandantes de energia e outros recursos naturais.”

Suzana Kahn é professora da Coppe/UFRJ e coordenadora do Fundo Verde da UFRJ

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BRASÍLIA - Os ventos sopram forte para se transformarem na segunda maior fonte geradora de energia do Brasil já a partir do próximo ano, somente atrás da eletricidade que é retirada das turbinas de hidrelétricas. As usinas eólicas, que até meados de 2010 eram vistas como “experimentos” do setor elétrico, entraram de vez para a base de sustentação de abastecimento do País, e menos de uma década depois respondem por 8,5% da potência instalada em território nacional.

Nestes meses de agosto e setembro, período que já passou a ser conhecido como a “safra dos ventos”, as usinas eólicas têm batido recordes. É quando a ventania ganha ainda mais força nas Regiões Nordeste e Sul do País, onde hoje giram 6,6 mil cataventos espalhados por 534 parques eólicos.

“Com a expansão de projetos já contratada, as eólicas devem ultrapassar a geração térmica e a biomassa em 2019 ou, no máximo, em 2020”, diz Elbia Gannoum, presidente executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica).

Hoje, 64% do potencial elétrico nacional vem de turbinas de hidrelétricas. As usinas a biomassa representam fatia de 9,2%, mas as eólicas já são 8,5% da matriz e crescem a um ritmo superior a 20% ao ano, muito acima das demais fontes.

No dia a dia do consumo, porém, a presença dos ventos tem sido superior. É justamente no período seco – de abril a novembro, quando a maior parte dos reservatórios precisa ser preservada – que a ventania ganha mais força. Nas últimas semanas, uma média de 14% da energia que abastece todo o País tem sido retirada de torres eólicas. Uma semana atrás, os cataventos suportaram nada menos que 72% da energia consumida por toda a Região Nordeste.

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