Frota de carga emitiu em 2016 mais do que todas as termelétricas fósseis somadas, mostra nova análise de dados do SEEG

O transporte de cargas no Brasil emitiu em 2016 quatro vezes mais gases de efeito estufa do que a Noruega emite anualmente. Apenas os caminhões lançaram no ar 84,5 milhões de toneladas de CO2equivalente*, mais do que todas as termelétricas fósseis em operação no país (54,2 milhões de toneladas).

Os dados são de uma nova análise das emissões do setor de energia do SEEG (Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa), publicada nesta quarta-feira (13) pelo Observatório do Clima. O relatório mostra que a frota de caminhões foi o principal emissor de poluentes climáticos do setor de energia no Brasil naquele ano, o mais recente para o qual há dados disponíveis. E indica como será difícil descarbonizar esse segmento da economia, em especial após a greve dos caminhoneiros, que resultou num aumento do subsídio ao óleo diesel.

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suzana ent valorArtigo hoje do Valor Econômico "Que futuro queremos?" escrito pela Profa. Suzana Kahn (COPPE/ UFRJ - Coordenadora Executiva do Fundo Verde UFRJ e Presidente do Comitê Científico do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas) e pelo Dr. Carlos Nobre (pesquisador do Instituto de Estudos Avançados da USP e Sênior Fellow do WRI Brasil) trás uma reflexão sobre mobilidade elétrica, inovação tecnológica para os veículos elétricos e baterias (2ª vida para armazenamento de energia) e infraestrutura necessária no médio e longo prazo para que o país avance no tema.

"O mundo está em profunda e rápida transformação e as nações que almejam o progresso precisam se antecipar às mudanças. Em termos de mobilidade, inovações tecnológicas em forma de eletrificação estão mudando a maneira como nos locomovemos."


 

Programa do banco passará a oferecer crédito para pessoas físicas investirem na instalação de sistemas de aquecimento solar e sistemas de cogeração

O Programa Fundo Clima, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), passará a oferecer crédito para pessoas físicas investirem na instalação de sistemas de aquecimento solar e sistemas de cogeração, informou nesta terça-feira, 5, a instituição de fomento. Os recursos poderão ser contratados em operações indiretas somente por meio de bancos públicos.

“Trata-se de mais uma ação do BNDES para incentivar o cidadão brasileiro a investir em sustentabilidade e economia de energia”, diz a nota divulgada pelo banco.

Segundo o BNDES, as regras do Fundo Clima alcançam 80% dos itens financiáveis nesse tipo de instalação, que inclui placas fotovoltaicas, aerogeradores, geradores a biogás e demais equipamentos necessários. Cada cliente pode tomar no máximo R$ 30 milhões a cada 12 meses.

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