caronas fundaoO projeto Caronaê venceu o concurso Soluções Sustentáveis Fundo Verde, no ano passado, recebendo um investimento de R$ 200 mil

Aliada à tecnologia, uma nova geração de jovens vem mostrando que, com boas ideias, é possível encontrar soluções que contribuam para dar melhor qualidade de vida às pessoas que convivem em ruas, bairros ou, até mesmo, num campus universitário. Foi pensando nisso que os estudantes de engenharia Manuel Meyer e Cecília Galli, ambos com 24 anos, com outros três amigos, desenvolveram o aplicativo Caronaê, para integrar e organizar o sistema de caronas dentro da Cidade Universitária, na Ilha do Fundão, a partir do início do próximo ano letivo.

— Muitos estudantes oferecem ou pegam carona no Fundão. Porém, tudo acontece de maneira informal, apenas entre amigos ou alunos que estudam no mesmo prédio. Daí, pensei, junto com meus amigos: por que não criar um aplicativo que organize e integre as caronas em todo o campus? — conta Manuel, que sempre participou de grupos de caronas na universidade.

Hoje, existem cerca de 7 mil alunos que participam de algum tipo de sistema que auxilia o estudante a conseguir carona na Cidade Universitária, seja usando as redes sociais ou grupos no WhatsApp. O Fundo Verde de Desenvolvimento e Energia da UFRJ — iniciativa que pretende fomentar projetos sustentáveis na universidade — entrevistou 701 estudantes, identificando que 53% pegam ou oferecem carona e 81% confiariam em um aplicativo destinado a caronistas.

A ferramenta funcionará de maneira simples: o motorista cria um anúncio com informações de destino, datas e horário de saída. Quem buscar carona, poderá visualizar um cardápio de ofertas e escolher a que melhor lhe atende. Basta um clique e, se ainda houver vaga no carro, será aberto um chat entre os caronistas.

SISTEMA PREVÊ DEZ PONTOS DE EMBARQUE

O sistema prevê dez pontos de carona sinalizados com placas coloridas, instaladas nas áreas de convivência dos principais prédios do campus, indicando os destinos: Norte, Oeste, Sul, Baixada, Centro e Niterói. E, para garantir a segurança, apenas estudantes e professores poderão acessar o aplicativo, por meio do login e da senha utilizados na intranet.

— O objetivo é também aumentar a taxa média de ocupação dos veículos que circulam no Fundão. Quanto maior essa taxa, menos trânsito e menor emissão de gases poluentes — explica Cecília, ressaltando que a motivação de trabalhar no projeto é o benefício gerado para a coletividade. — Já estamos no fim do curso e, talvez, nem utilizaremos a ferramenta. Mas vamos deixar um benefício para quem está chegando.

O estudante de Comunicação Visual Rafael Braz, de 23 anos, pega carona há dois anos para o Fundão. Morador da Tijuca, ele faz parte de quatro grupos no WhatsApp — cada um com 50 pessoas — e de um outro no aplicativo Telegram — com 200 integrantes. Segundo Rafael, além de ser mais barato e rápido, utilizar a carona também é uma maneira de fazer amigos:

— O transporte público para o campus é deficiente. Dependemos da linha 485 (Penha-Praça General Osório), que é imprevisível, e os ônibus vivem lotados.

PROJETO GANHOU PRÊMIO

O projeto Caronaê venceu o concurso Soluções Sustentáveis Fundo Verde, no ano passado, recebendo um investimento de R$ 200 mil para custear a execução da plataforma. Depois de passar por licitação, a responsável por tirar a ideia do papel será a Fluxo Consultoria, empresa júnior da Coppe/UFRJ. Segundo Andrea Santos, gerente de projetos do fundo, a UFRJ tem como meta fomentar a participação da comunidade acadêmica no desenvolvimento de projetos sustentáveis:

— Pretendemos transformar o Fundão num laboratório de boas experiências na área de mobilidade urbana e ainda no uso eficiente de recursos, como energia e água. O aplicativo de carona pode ser replicado para outras regiões com grande concentração de empresas e pessoas.

Fonte: Orm News

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smart challengeApós a apresentação dos vencedores do Smart Living Challenge , em evento realizado no último dia 9 de junho, os mesmos iniciaram a idealização do projeto sobre mobilidade (programa MOVE do SLC), tema escolhido para o Brasil na edição 2015, que será implementado no campus da UFRJ, usando o mesmo como um "laboratório vivo". A ação é fruto de parceria entre o Parque Tecnológico UFRJ, a Embaixada da Suécia e o Projeto Fundo Verde - UFRJ.

Nesta terça-feira, 23 de junho, os membros do Smart Living Challenge Team tiveram uma reunião com o presidente da Organização Não Governamental Transporte Ativo, Sr. Zé Lobo, que compartilhou relevantes informações sobre projetos que a mesma ONG implementou com sucesso na cidade do Rio de Janeiro. Por ocasião deste encontro, foram também discutidos possíveis estudos a serem aplicados à Cidade Universitária, na áreas de acessibilidade e transporte. Paolo Galli, representando o Projeto do Fundo Verde - UFRJ, participou da reunião para trazer a experiencia do Fundo Verde no âmbito do planejamento da mobilidade na Cidade Universitária/Ilha do Fundão, reiterando a disponibilidade em proporcionar o apoio e em compartilhar as informações uteis para o Team desenvolver o Projeto.

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Membros do Smart Living Challenge Team numa reunião com o presidente da Organização Não Governamental Transporte Ativo, Sr. Zé Lobo

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Implantado em 2013, o Fundo Verde tem por objetivo de fomentar projetos de infraestrutura sustentável em geração e racionalização do uso de energia, água e mobilidade urbana, áreas consideradas centrais no setor de eficiência energética global. O Fundo é fruto de uma parceria entre o Governo do Estado do Rio de Janeiro, a UFRJ e a Light, tendo sido instituído pelo Decreto Estadual nº 43.903/2012, que isenta a universidade do recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na conta de energia da Cidade Universitária. Essa iniciativa conta com um orçamento anual de cerca de R$ 7 milhões. A gestão dos recursos é feita por um conselho composto por integrantes do Governo do Estado, da UFRJ e da Light.

O acordo foi assinado no final de 2012, e dois anos depois já é possível conferir os primeiros resultados dos projetos.  Entre as muitas frentes em inovação e projetos pilotos demonstrativos, vale destacar que foram instalados nos postes de luz módulos fotovoltaicos para a geração de energia, que beneficiam não só o campus como toda a rede ao entorno da UFRJ. Está prevista também a modernização do sistema de energia do Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira (IPPMG), no Hospital Universitário, e a implantação de energia solar fotovoltaica em outros prédios do campus, o que contribuirá com a melhoria da eficiência energética, otimizando recursos.

Existem outros importantes projetos em andamento, como o estacionamento solar fotovoltaico, que vai gerar energia renovável e melhoria dos espaços urbanos com sombra para os carros; e o programa de mobilidade urbana, que conta com um veículo movido a biodiesel de óleo residual, doado pelos restaurantes do campus, para o transporte interno nos horários críticos; com a aquisição de jardineiras elétricas utilizadas para o transporte de alunos e funcionários dentro da Cidade Universitária; e com um novo sistema cicloviário. As ações não param por aí e beneficiam até o alojamento e o grêmio estudantil, que, por meio de coletores solares, produzirão água quente (texto adaptado da Revista de Eficiência Energética da Light, nº 5, pág 40-41, novembro 2014).

Confira a matéria na íntegra clicando aqui.

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